PS fecha a porta a consenso pedido por Cavaco

"Na frente orçamental, o PS fez o que lhe competia." É assim que os socialistas respondem ao apelo do Presidente da República para um entendimento a médio e longo prazo.

O Presidente da República voltou a sublinhar o valor do entendimento, afirmando que deve ser o eleitorado a pressionar um compromisso entre os partidos, já que PSD, PS e CDS entre si não se entendem. Mas do Rato não há vontade em dar a mão a este pedido de Belém, como já não tinha havido em julho, quando da crise governamental e do apelo ao compromisso de salvação nacional.

Ao DN, fonte da direção socialista notou que, "na frente orçamental, o PS fez o que lhe competia, atendendo ao interesse nacional, e, como tal, votou o Tratado Orçamental e a Lei de Enquadramento Orçamental".

De resto, sobram reparos e nenhuma vontade em alinhar com a maioria que "tudo" fez "para que um autêntico diálogo em prol do País não tivesse o desenlace esperado". Argumentou a fonte do PS que "o Governo entende erradamente que o País está no rumo certo", insistindo na "teimosia" da atual "política de cortes e de empobrecimento".

Os socialistas insistem em lembrar o histórico do PSD e CDS, ao apontar que a "maioria absoluta" no Parlamento "tudo tem feito para governar de acordo com a sua agenda política e ideológica". E enumeram "todos os Orçamentos do Estado" (e "nem os múltiplos e repetidos avisos de inconstitucionalidade fizeram o Governo infletir o percurso"), ou a "tábua rasa da importância e valor do diálogo em concertação social".

O PS sinalizou também "a rutura imposta em relação ao consenso português" sobre a Europa, com os documentos de estratégia orçamental enviados para Bruxelas sem ouvir o PS ou os "pacotes adicionais de austeridade", acordados com a troika.

[Leia mais pormenores no e-paper do DN]

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG