PS diz que Passos teve posição "dúbia" e devia retirar apoio a Jardim

O PS afirmou esta terça-feira que Passos Coelho teve uma "posição dúbia" sobre a Madeira ao não retirar o apoio do PSD à candidatura de Alberto João Jardim, após ter anunciado que não participará na campanha eleitoral.

"Reconheço que o primeiro-ministro fez uma análise correcta do dano que o comportamento do Governo regional provocou a todos os portugueses, mas é inexplicável o facto de continuar a apoiar a candidatura de Alberto João Jardim", afirmou à agência Lusa o líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho.

Num comentário à entrevista dada hoje pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, à RTP1, o presidente do Grupo Parlamentar do PS considerou que o chefe do Governo "foi corajoso enquanto primeiro-ministro, ao reconhecer o forte dano que o comportamento de Alberto João Jardim está a provocar mas muito fraco enquanto líder do PSD, porque se sente desconfortável em ir fazer campanha à Madeira, mas fica confortável com o facto de este ser o candidato apoiado pelo PSD".

Para Carlos Zorrinho esta é "uma atitude dúbia" e só retirando o apoio à candidatura de Jardim é que Pedro Passos Coelho "teria autoridade moral para continuar a exigir unidade de todos os portugueses nesta altura de sacrifícios".

O líder parlamentar do PS afirmou ainda que na sua primeira entrevista televisiva, Passos "deixou muito por esclarecer" e deixou "claro que este Governo não tem nenhum programa económico e apenas segue de forma cega e excessiva o memorando da 'troika'".

"A única política económica é a submissão total ao programa da 'troika', para além do negociado e do necessário, mesmo que isso signifique muitos mais sacrifícios para os portugueses", concluiu Carlos Zorrinho.

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