PS disponível para "rever" travão constitucional

O primeiro-ministro revelou hoje, no último debate quinzenal do ano no Parlamento, que o PS se lhe mostrou disponível para "rever" a sua oposição à inscrição na Constituição de uma norma travão do défice.

O PS "transmitiu ao Governo" a posição de que "não havia razões" para inscrever na Constituição o dito défice mas, segundo Passos Coelho, acrescentou estar "disponível" para "rever argumentos" caso se "justificasse". O primeiro-ministro adiantou ainda que se tivesse recebido do secretário-geral do PS, antes do último Conselho Europeu, um claro não, o teria comunicado aos parceiros europeus, impedindo-se assim que alinhar no acordo intergovernamental que resultou da reunião.

"Se de forma alguma tivesse dito que não estava disponível, teria dito em Bruxelas que o PS não aceitaria - e que nem [de forma] constitucional nem [de forma] para-constitucional", acrescentou o primeiro-ministro.

Passos insistiu com Seguro para que este revelasse a posição do PS sobre esta matéria. Mas o líder socialista recusou-se a fazê-lo, dizendo apenas a Passos que este a conhecia, tendo-lhe sido comunicada em Setembro e, mais recentemente, na audiência que o PS manteve com o primeiro-ministro na véspera do último Conselho Europeu.

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