PS desconfia que Governo fará mais cortes no Estado social

Saúde, educação e segurança social são as áreas onde o Executivo poderá vir a cortar mais, anteciparam socialistas. Que voltam a insistir que a maioria governamental esconde cortes permanentes de salários e pensões.

O secretário nacional do PS, Eurico Brilhante Dias, acusou esta terça-feira à tarde o Governo de se preparar para fazer cortes no Estado social, ao anunciar medidas previstas para eliminar "700 milhões de consumos e 300 milhões de consultorias". Afinal, considerou o socialista, "ao longo destes três anos" andaram a cortar-se pensões e salários, antes de se cortarem nas chamadas "gorduras do Estado". "É politicamente inqualificável", apontou.

Por isso, os socialistas desconfiam desses cortes. "Ou então são mais cortes na saúde, educação e segurança social" e em salários e pensões, notou Eurico Dias. "Se fosse para tornar o Estado mais eficiente, o PS apoiaria, mas o Governo vai cortar agora [estes consumos] quando já cortaram rendimentos das pensões."

De resto, o dirigente do PS apontou o dedo à "agenda escondida" do Executivo. "Com este Governo não há pacote de austeridade que não leve a um novo pacote de austeridade. Este é o Governo do primeiro-ministro que a 3 de maio de 2013 escreveu à troika dizendo que, para 2015, o conjunto de medidas necessárias para ajustar o défice não chegaria a 500 milhões de euros", quando agora Maria Luís Albuquerque anunciou medidas de redução da despesa de 1,4 mil milhões de euros.

E o PS deixou ainda uma crítica ao facto da maioria governamental esconder cortes permanentes de salários e pensões, notando "mais uma vez, a pouca transparência e a falta de clareza" de um Governo que adia o seu anúncio para depois das eleições europeias.

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