PS desafia maioria a aprovar a sua reforma das secretas

O PS desafiou hoje a maioria PSD/CDS a aprovar o seu projeto sobre reforma dos serviços de informações e considerou que o ministro Miguel Relvas ainda tem muitas contradições por esclarecer na "nebulosa" das secretas.

Estas posições foram assumidas pelo líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, no final de uma reunião da bancada do PS.

"Consideramos muito importante que se passe das palavras ao atos e que a maioria PSD/CDS viabilize um projeto do PS, prevendo que os membros dos serviços secretos façam registo de interesses, tenham um período de nojo antes de poderem passar para a vida empresarial e que os dirigentes das secretas sejam ouvidos antes da conclusão do processo de nomeação", declarou Carlos Zorrinho.

Interrogado se o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, ainda tem condições para continuar no Governo na sequência da controvérsia em torno dos serviços de informações, o presidente da bancada socialista remeteu essa resposta para o líder do executivo, Pedro Passos Coelho.

"Quem tem de fazer essa análise é o primeiro-ministro. O ministro Miguel Relvas tem ainda muito que fazer no sentido de esclarecer os portugueses sobre as contradições em que tem vindo a cair e sobre a nebulosa que não conseguiu esclarecer", sustentou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Carlos Zorrinho referiu depois que o PS "está muito preocupado com o adensar da nebulosa entre serviços secretos, empresas e o PSD".

"Essa nebulosa não diminuiu na quarta-feira, porque a intervenção do primeiro-ministro não trouxe qualquer esclarecimento e depois o ministro dos Assuntos Parlamentares incorreu em contradições. Estes factos fizeram com que na quarta-feira as suspeições se tivesse adensado e aumentado", advogou o líder da bancada socialista.

Carlos Zorrinho referiu-se ainda à polémica entre o ministro Miguel Relvas e o jornal "Publico".

"O PS quis ouvir o ministro [dos Assuntos Parlamentares] na Comissão de Ética e Comunicação e lamenta que o ministro não queira ter estado nessa comissão. O que foi reportado em relação ao jornal Público sobre uma pessoa em concreto, tendo em vista fazer uma pressão sobre uma notícia, não pode ficar impune. O PS quer que isso seja esclarecido", disse.

Em matéria de serviços de informações, Carlos Zorrinho adiantou ainda que o PS pretende ouvir em breve em sede de comissão os dirigentes do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), bem como os responsáveis pela fiscalização desta entidade.

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