PS de Alijó queixa-se de "campanha negra"

O PS de Alijó queixou-se esta quinta-feira de uma "campanha negra" por parte do atual executivo social-democrata, que denunciou alegadas obras adjudicadas de boca pela anterior gestão socialista e anunciou uma auditoria às contas do município.

O secretariado da Comissão Política Concelhia do PS de Alijó tomou esta quinta-feira uma posição pública sobre as acusações dirigidas ao anterior executivo, liderado pelo socialista Artur Cascarejo, referindo que se trata de uma "clara tentativa de assassinar política, profissional e pessoalmente" o anterior presidente e vereadores.

Recentemente o vice-presidente da Câmara de Alijó, José Paredes, afirmou que o município tem sido demandado por empreiteiros e firmas relativamente a serviços que "não estão refletidos em nenhum documento de despesa, falando em "obras de milhões de euros, sem concurso, sem consulta ao mercado, adjudicadas ou entregues de boca".

Polícia Judiciária (PJ) está a investigar precisamente alguns negócios feitos pelo anterior executivo socialista, ao longo dos três mandatos em exercício.

José Paredes disse ainda que a dívida "conhecida" do município ascende aos 30 milhões de euros e que a autarquia vai avançar com uma auditoria externa e urgente para conhecer a verdadeira situação financeira.

A concelhia do PS fala, em comunicado, numa "ofensiva mediática levada a cabo pelo executivo PSD" que "alimenta um discurso de desculpas e lamúrias" e se "limita a uma política de terra queimada".

O presidente da estrutura socialista, Luís Azevedo, afirmou que as acusações de obras adjudicadas de boca "são muito graves" e garantiu que as obras em causa "têm contrato".

No entanto, reconheceu que pode ter acontecido proceder à realização de "trabalhos a mais nessas empreitadas" que possam ter sido adjudicados verbalmente".

"O que se passou foi que depois, entre as contas apresentadas pelas empresas relativas a estes trabalhos a mais e aquilo que a câmara entendia ser o valor desses trabalhos a mais, não houve acordo. Eles achavam que a câmara lhes devia mais do que os técnicos da câmara achavam que o empreiteiro fez", explicou.

Como não houve acordo, segundo o responsável, que foi também vereador da cultura pelo PS, os processos foram para tribunal, onde se arrastam já desde 2008.

"Não há nada de novo nisto. Todas as obras estão feitas. O que está pendente é o consenso sobre o montante relativo aos trabalhos a mais, que a câmara entende que não é no montante do que a empresa diz que é. É essa a divergência que está em tribunal", frisou.

Quanto à dívida de 30 milhões de euros, Luís Azevedo considerou que o PSD está a "potenciar" os valores, já que ultrapassa "em muito aquela que é a dívida dos documentos e que foi auditada pelo Tribunal de Contas e pela Inspeção Geral de Finanças".

O atual executivo votou favoravelmente as contas de gerência do município em 2013, aceitando assim as contas do anterior executivo.

O vice-presidente, José Paredes, justificou que as "contas foram aprovadas de acordo com os valores que eram conhecidos" e que não incluía a "dívida ilegal".

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