PS "dá tudo" na reta final: Seguro quer "todos os votos"

Líder socialista pede "a quem está contra este Governo" para "concentrar todos os votos" no partido. É o tudo por tudo do PS na reta final da campanha, com constantes apelos à direita e à esquerda.

Esta quarta-feira à noite, a gare rodoviária de Barcelos foi transformada para o "grande comício" do PS (como exaltaram os socialistas Miguel Laranjeiro e Francisco Assis), para ouvir os sete discursos da noite.

Perante uma multidão entusiástica a preencher metade da longa sala de espera, o secretário-geral do PS elogiou as gentes do Minho como "gente que dá tudo" e arrancou para um discurso de apelo a uma votação nos socialistas.

"Só o voto no PS pode derrotar o Governo e quantos mais votos tiver o PS, maior será a derrota do Governo", justificou. E desafiou as gentes ali presentes a convencerem "familiares, amigos e vizinhos" porque "quem está contra este Governo deve concentrar todos os votos no PS", sintetizou.

Momentos antes, António José Seguro tinha recuperado os apoios à lista socialista, conhecidos no fim de semana, de António Capucho, ex-militante do PSD, de Joana Amaral Dias, que se desfiliou na semana passada do Bloco de Esquerda, e da associação Renovação Comunista, do histórico dirigente do PCP, Carlos Brito. Tudo para sublinhar que "este já não é um projeto apenas do PS, mas é um projeto que junta portugueses".

Também Francisco Assis tinha antes recuperado o exemplo de Capucho para sublinhar "o dever cívico" do PS em "criar condições para que essas pessoas se aproximem" dos socialistas.

Seguro avisaria a seguir, desta vez sem usar a palavra "censura", que os socialistas querem "que este Governo termine o mais rapidamente possível o seu mandato porque este Governo só faz mal a Portugal". E sublinhou a importância da ida às urnas de domingo. "A democracia nem sempre nos dá o melhor governo, mas dá-nos a possibilidade de mudar", rematou o secretário -geral do PS.

No final, interpelado pelos jornalistas sobre a possibilidade do PS avançar com uma moção de censura, Seguro limitou-se a dizer que "este é o momento de o povo falar e, quando o povo fala, a sua voz tem de ser ouvida".

À saída da central de camionagem, depois de um socialista se lhe dirigir a dizer para não ter medo, Seguro voltou-se e respondeu-lhe. "Não posso dizer que sou um general sem medo, mas posso dizer-lhe que sou um democrata sem medo."

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