PS: Corte de 4 mil milhões na despesa é "disparate económico"

Um corte adicional na despesa de 4.000 milhões de euros seria um "disparate económico", disse hoje o deputado socialista Fernando Medina.

"Um corte adicional de 4.000 milhões de euros é um disparate económico grave, um erro macroeconómico profundo, que vai afundar mais a nossa economia, vai causar mais recessão", disse Fernando Medina durante uma audiência ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, na comissão parlamentar de acompanhamento do programa de assistência da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) a Portugal.

"Todos os portugueses sentem que isto não está a ir na direção certa, que o processo de ajustamento tem de ser corrigido", disse Medina, rejeitando os "cortes cegos" na despesa.

Gaspar considerou que a intervenção de Medina foi de "uma claridade exemplar": "Diz o senhor deputado que um corte de 4.000 milhões de euros na despesa pública é um disparate numa economia em recessão."

Para Gaspar, isto significa que o PS sugere "aumentar a despesa e consequentemente aumentar o défice".

O ministro citou a "evidência empírica da investigação recente do FMI [Fundo Monetário Internacional]", que sugere que uma consolidação orçamental baseada em aumentos de impostos "tem efeitos contracionistas mais pronunciados que com base no controlo da despesa".

"O nosso problema de sustentabilidade da dívida pública tem de ser gerido através da geração de medidas contenção despesa pública e de combate ao défice", continuou Gaspar. "Se a nossa avaliação for de que a carga de impostos é excessiva, então teremos que fazer um esforço reforçado de redução da despesa pública para conseguir o ajustamento", concluiu o ministro.

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