PS considera "imoral" pagamento de subsídios a 1.500 pessoas nomeadas pelo Governo

O Partido Socialista considerou hoje "imoral" o pagamento de subsídios de férias no ano passado a 1.500 pessoas nomeadas para cargos públicos, acrescentando que o Governo perdeu a legitimidade para pedir sacrifícios.

"É imoral, não tem precedentes no momento tão difícil que vivemos e é tratar os portugueses de forma diferente. O Governo protege os seus e corta a todos os outros", disse o deputado José Junqueiro, em declarações aos jornalistas na sede do PS, em Lisboa.

O deputado, que é vice-presidente da bancada parlamentar do PS, confirmou a notícia hoje avançada pelo Diário de Notícias, segundo a qual um total de 1454 pessoas nomeadas para gabinetes do Governo e cargos na Administração Pública receberam subsídio de férias em 2012.

Os números foram dados pelo próprio Governo ao PS, na resposta a uma questão colocada por escrito pelos deputados socialistas ao Executivo, que justifica o pagamento destes subsídios por corresponderem a férias de 2011.

Para José Junqueiro, "não há nenhuma boa explicação": "E os que trabalharam uma vida inteira? E os que trabalharam durante 40, 30, 20 anos não têm essa interpretação da lei porquê?", questionou.

"Há apenas uma habilidade imoral, absolutamente imoral", sublinhou, dizendo que é um "pagamento baseado numa interpretação da lei que não foi feita para todos os outros 10 milhões de portugueses, apenas para aqueles que foram nomeados pelo Governo", para as "noemações políticas".

Para o deputado do PS, "caiu a máscara" e o Governo "perdeu legitimidade moral e política para exigir mais qualquer outro sacrifício", lembrando que o Executivo além de cortar subsídios a muitos portugueses, cortou reformas e pensões e vai diminuir em 6% os subsídios de desemprego e em 5% os de doença.

"Os portugueses podem agora avaliar a imoralidade do Governo, do primeiro-ministro e do ministro das Finanças", afirmou.

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