PS acusa PCP de perseguições políticas

Socialistas dizem que existem perseguições a funcionários em Loures por motivos políticos.

O PS de Loures acusou hoje o atual executivo camarário, liderado pelo comunista Bernardino Soares, de estar a perseguir funcionários da autarquia por questões políticas e admitiu avançar com queixas formais junto dos sindicatos.

As acusações foram feitas hoje de manhã durante uma conferência de imprensa que serviu para fazer um balanço do primeiro ano de mandato de Bernardino Soares (CDU) à frente da Câmara Municipal de Loures.

"Temos recebido dezenas de denúncias de trabalhadores que se sentem perseguidos e discriminados. São situações muito melindrosas e lamentáveis. Vamos ter várias reuniões com os visados e veremos o que iremos fazer", afirmou aos jornalistas o presidente da concelhia do PS, Ricardo Leão.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, remeteu uma reação para mais tarde.

Durante a sua intervenção, Ricardo Leão teceu várias considerações negativas ao primeiro ano de mandato de Bernardino Soares, referindo ter sido um ano "de investimento municipal nulo" e de "muitas "incongruências e contradições".

"Ao fim de um ano, o atual executivo demonstrou uma preocupante incapacidade de gestão. A pretensa situação financeira do município serviu, para o senhor presidente Bernardino Soares e para a coligação CDU/PSD, de desculpa fácil para pouco ou nada fazer neste ano de mandato", apontou.

Desde que assumiu funções, Bernardino Soares sempre lamentou a existência de problemas financeiros do município, que classificou de "dramáticos" e que só em compromissos assumidos do mandato anterior a autarquia deve mais de 20 milhões de euros.

Por outro lado, o PS sempre rebateu estas considerações, argumentando que o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, publicado anualmente, coloca o concelho de Loures numa "posição confortável".

"Na matéria relativa ao exercício de 2013, o município de Loures integra o lote dos 50 municípios com maior independência financeira, ocupando o 21.º lugar a nível nacional e sendo considerado o 4.º melhor da zona da Grande Lisboa", sustentou.

Outros dos pontos focados neste balanço foi a auditoria que foi realizada às contas do município entre 2002 e 2013, para a qual ainda não se conhecem as conclusões finais.

"Concordamos com a realização de auditorias, mas sérias e responsáveis e não aquelas rodeadas de perseguições individuais", apontou.

A criação de um serviço intermunicipalizado para o abastecimento de água e recolha de lixo (SIMAR) juntamente com o município de Odivelas foi o único ponto positivo apontado pelo PS à gestão de Bernardino Soares.

"O PS é defensor deste modelo e como tal nada justifica a nossa oposição a esta medida", referiu.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG