PS aconselha governo a parar com "mensagens de euforia"

Deputado Pedro Marques considerou que números do Instituto Nacional de Estatística devem servir de aviso à navegação

O PS instou hoje o Governo a parar com as "mensagens de euforia" e com os cortes nos rendimentos dos portugueses, num comentário à diminuição de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao trimestre anterior.

"Parar com o tipo de mensagens de euforia que o Governo estava a apontar e parar com esta política dos cortes para evitar resultados como este", afirmou o deputado Pedro Marques, na sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, argumentando que o que mudou entre o último trimestre de 2013 e o primeiro de 2014 foi a "adoção de 4 mil milhões de [euros] de cortes".

Numa declaração à comunicação social, o socialista disse que os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) "devem servir de importante aviso à navegação para o Governo, em particular, e para aqueles, que foram embandeirando em arco, com o que aconteceu nos trimestres anteriores".

O PIB registou, em termos homólogos, um aumento de 1,2% no primeiro trimestre, mas caiu 0,7% face ao trimestre anterior, de acordo com a estimativa rápida do INE.

O desempenho trimestral da economia ficou, assim, abaixo da média das estimativas dos analistas consultados pela agência Lusa, que previam que depois de três trimestres positivos, o PIB tivesse continuado a crescer cerca de 0,4% entre janeiro e março de 2014, face ao trimestre anterior.

O PS vai manter a "mesma prudência" em relação a trimestres anteriores e esperar que a economia portuguesa possa sair rapidamente desta situação", mas reafirmou o recado ao Executivo sobre mensagens otimistas: "Mas também avisamos que as expressões e as referências triunfais de milagre económico e as exportações como o porta-aviões da recuperação do país, não ajudaram nada à situação do país", afirmou.

Para o PS, "o Governo não andou bem quando escolheu de certo modo uma visão triunfalista, porque os sinais eram mais do que muitos que esta recuperação não tinha sustentação", disse, referindo-se aos dados sobre "produção industrial, consumo de eletricidade e comércio a retalho". "Esta é infelizmente a economia portuguesa à saída da 'troika'", concluiu o deputado Pedro Marques.

Exclusivos