Primeiro-ministro almoçou esta terça-feira em São Bento os chefes militares

o líder do executivo adianta que, durante o encontro, foram passados "em revista alguns temas estratégico-militares da atualidade internacional e os desafios que nesse contexto se colocam às Forças Armadas".

O primeiro-ministro almoçou esta terça-feira em São Bento com o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e com os chefes militares da Armada, Exército e Força Aérea para analisar os desafios que se colocam à Defesa Nacional.

"Reuni hoje ao almoço com o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas [almirante Silva Ribeiro] e os chefes do Estado-Maior dos três ramos", escreveu António Costa na sua conta na rede social Twitter.

Nesta sua mensagem, o líder do executivo adianta que, durante o encontro, foram passados "em revista alguns temas estratégico-militares da atualidade internacional e os desafios que nesse contexto se colocam às Forças Armadas".

"Realçando o papel insubstituível que têm na salvaguarda da paz e na proteção da nossa liberdade e independência, agradeci a disponibilidade e prontidão com que os nossos militares, dentro e fora do país, cumprem as suas missões em prol da segurança de Portugal e dos Portugueses", acrescentou António Costa.

No fim de junho, em Madrid, após a cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, siga em inglês), o primeiro-ministro afirmou que Portugal poderá "acelerar a convergência" para atingir a meta dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) reservados à Defesa caso sejam disponibilizados fundos comunitários, comprometendo-se apenas a atingir essa meta "ao longo da década".

"Está neste momento, no quadro das discussões [na União Europeia] sobre política de segurança e defesa, em discussão a existência de recursos comunitários. Se esses recursos comunitários existirem, nós podemos naturalmente acelerar a convergência para esse objetivo", afirmou António Costa, em referência à meta de 2% do PIB reservados à Defesa, assumida pelos Aliados da NATO numa cimeira no País de Gales, em 2014.

Nessa conferência de imprensa, em Madrid, Costa alegou que desde 2018 Portugal clarificou "por escrito" que o ritmo da sua convergência para "o objetivo fixado em Gales dos 2% do PIB seria necessariamente dependente daquilo que é o quadro de fundos comunitários disponíveis".

"O mundo vive, a Europa vive, e Portugal necessariamente também vive um momento de incerteza, com uma tensão inflacionista muito significativa e, tendo nós um objetivo central da nossa política financeira, que é alcançar uma redução significativa da nossa dívida pública", justificou.

O primeiro-ministro adiantou ainda que Portugal antecipou para 2023 a meta que tinha estabelecido para 2024 em termos de investimento em Defesa, designadamente a meta de reservar 1,66% do PIB para o efeito.

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