Primeiro caso da "Operação Furacão" vai a julgamento

Juíz Carlos Alexandre pronunciou 14 arguidos por fraude fiscal. Atriz Marina Mota manifestou vontade de pagar impostos em falta e o seu caso foi separado do processso principal.

O juiz Carlos Alexandre do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) decidiu, esta sexta feira, levar a julgamento 14 arguidos do primeiro processo da chamada "Operação Furacão". Os suspeitos vão responder em julgamento pelo crime de fraude fiscal qualificada.

Para além do envio do processo para julgamento, o juiz determinou ainda a separação de 14 casos relativos a arguidos que, durante a fase de instrução, pretenderam pagar as quantias que as Finanças reclamavam como impostos em falta. Entre este grupo está a atriz Marina Mota. Os processos destes arguidos foram separados à espera de um despacho final do Ministério Público para a suspensão provisória do processo. Apenas um arguido não foi pronunciado pelos crimes que o Ministério Público lhe imputava.

O processo "Operação Furacão" remonta a 2005. Desde então, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (2005) investiga suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais através da utilização de sociedades offshore, as quais simulavam prestação de serviços com empresas portuguesas. Estas, por sua vez, apresentavam estas "despesas" em sede fiscal, obtendo benefícios no IRC e IRS.

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