Presidente dos Açores diz que não colocou hipótese de uso da base por outros

Vasco Cordeiro disse hoje que nunca colocou a possibilidade da Base das Lajes ser utilizada por outra entidade que não os Estados Unidos, escusando-se a comentar diretamente as declarações do ministro da Defesa.

Numa conferência de imprensa em São Bento, Vasco Cordeiro sublinhou que a utilização militar da Base das Lajes por outros países "não é uma possibilidade neste momento", mas assinalou que "fins comerciais são outra componente".

As posições do presidente do executivo regional foram assumidas após uma audiência com o primeiro-ministro, quando questionado sobre as afirmações de José Pedro Aguiar-Branco, que em entrevista à Rádio Renascença criticou a ideia de permitir a utilização das Lajes pela China, como alternativa aos cortes anunciados pelos Estados Unidos da América.

"As relações geoestratégicas mundiais, nomeadamente no âmbito do que são as nossas alianças de defesa, não são tratadas com essa ligeireza", declarou o ministro da Defesa.

A este propósito, Vasco Cordeiro convidou os jornalistas "a revisitarem" as suas declarações na entrevista à RTP1 e à saída da audiência com o Presidente da República.

"Algumas das coisas que vi relatadas sobre essas declarações não correspondem ao que foi dito", afirmou Vasco Cordeiro.

"As declarações do senhor ministro da Defesa têm a ver diretamente com a possibilidade de utilizar a base militar por outras entidades, ora esta possibilidade, conforme tive o cuidado de referir quer na entrevista, quer nas declarações, julgo que não é uma possibilidade que se coloque neste momento", frisou.

Na semana passada, no final de uma audiência com o Presidente da República, Vasco Cordeiro admitiu existirem "muitos contactos" e vários cenários em cima da mesa para o futuro da Base das Lajes e do porto oceânico da Praia da Vitória.

"Os Açores estão bem posicionados para um conjunto de serviços de apoio à navegação que podem e em minha opinião até devem ficar instalados na Praia da Vitória, na ilha Terceira", afirmou na altura.

Questionado concretamente sobre o interesse da China, Cordeiro disse não ver "razão nenhuma para que se feche a porta a quem quer que seja" do ponto de vista comercial e rejeitou que esta seja uma forma de pressão sobre os norte-americanos.

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