PR defende ensino de exigência e propõe revitalização da mensagem do 25 de Abril

O Presidente da República exortou hoje à revitalização da mensagem do 25 de Abril de 1974, defendendo um "dever de memória" face às anteriores gerações e manifestou-se contra o facilitismo na avaliação de alunos e docentes.

"A exigência e o rigor no ensino são, na sua essência, valores profundamente republicanos. O facilitismo na avaliação de alunos e docentes favorece o privilégio e acaba, de facto, por promover a desigualdade", advertiu Aníbal Cavaco Silva.

O Presidente da República, que discursava no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, na sessão comemorativa do 5 de Outubro, defendeu que é "num contexto de exigência que se distingue o mérito e o talento".

"A defesa da qualidade do ensino, a busca da excelência e o reconhecimento do papel insubstituível dos professores correspondem a princípios essenciais de um civismo mais esclarecido, mais informado, mais amadurecido", disse.

"Se o ensino perder critérios de exigência e rigor, serão penalizados, em primeira linha, os alunos de mais baixos recursos, aqueles que só através da educação e do mérito podem progredir na sua vida escolar e, mais tarde, na sua atividade profissional", avisou.

Cavaco Silva enalteceu a importância da valorização do conhecimento da História e de ser cumprido "um dever de memória perante as gerações" anteriores, lembrando que no próximo ano se assinalam os 40 anos do 25 de Abril de 1974.

"Numa república, a história não é monopólio de ninguém. A história é uma narrativa aberta, que todos são chamados a estudar e conhecer", disse, considerando que a revolução de Abril "constitui um dos lugares de memória da nossa democracia, que devemos preservar e legar às gerações futuras".

"É essencial, neste contexto, revitalizar a mensagem de 1974, naquilo que ela tem de comum com a mensagem de 1910: a aspiração por um Portugal mais livre e democrático, mais justo e desenvolvido", defendeu o Presidente.

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