PR alerta contra reformas só em função de rigor orçamental

O Presidente da República afirmou esta sexta-feira serem legítimas as expetativas das Forças Armadas de que "as reformas necessárias" e em curso "não sejam percebidas apenas como um exercício de rigor orçamental".

Cavaco Silva, que discursava na tomada de posse do novo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro, frisou também que "o envolvimento dos chefes [militares] no estudo, desenvolvimento e execução das reformas é uma prática que assegura que a especificidade da instituição é tida em devida conta no processo de tomada de decisão".

Sublinhando "a preocupação permanente das Forças Armadas de pôr em primeiro lugar os interesses do País", o Chefe do Estado realçou que a sua atitude e cultura institucional "tornam legítimas as expetativas dos militares de que as reformas necessárias assentem, de modo positivo e construtivo, numa ideia de futuro, para que não sejam percebidas apenas como um exercício de rigor orçamental".

Cavaco Silva apontou depois "duas áreas de atuação que devem merecer a atenção" do CEMGFA: "a preservação da capacidade operacional" das Forças Armadas e "as pessoas que são os fiéis depositários da determinação, do engenho, do saber e dos valores" da instituição.

O general Pina Monteiro, que desempenhava as funções de comandante do Exército, substitui o general Luís Araújo (Força Aérea), "num processo", realçou Cavaco Silva, "que decorreu com a tranquilidade e segurança de procedimentos que [...] a coesão e a estabilidade das forças Armadas recomendam".

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