Portugal não tem um estado social "gordo"

O deputado socialista e ex-secretário de Estado da Segurança Social Pedro Marques defendeu hoje que Portugal não tem um Estado Social "gordo" e que os cortes no setor social que o Governo "pretende" efetuar representam uma "selvajaria social".

As afirmações do ex-secretário de Estado da Segurança Social foram feitas em Braga, durante uma conferência dedicado ao tema da "Sustentabilidade do Estado Social", na qual o presidente do conselho de administração do Montepio, Tomas Correia afirmou que pôr em causa o Estado Social "é pôr a própria economia em causa".

Segundo Pedro Marques, "a ideia que Portugal tem um Estado Social que está a esvair o país não é verdade", adiantando que foi "esse" sistema que permitiu "reduzir mais a pobreza, nomeadamente nos idosos, do que em qualquer outro país da Europa".

O antigo Governante apontou prestações como "as pensões mínimas e a rede de cuidados continuados" como "essenciais" para reduzir a taxa de pobreza no país.

"Não somos um país com um Estado Social gordo", disse, defendendo que "se o Governo não abandonar a ideia do corte de quatro mil milhões de euros" e fizer cortes no sistema atual o país entrar à numa "selvajaria económica" também "errada" do ponto de vista económico.

O presidente do conselho de administração do Montepio alertou que se o Estado Social vier a ser posto em causa é a própria economia que é posta em causa".

Tomas Correia lembrou que "se não houver dinheiro as pessoas não fazem compras o que tem implicações na vida das empresas" portuguesas.

"Se não tivermos estado social não temos economia", afirmou.

Já para o bispo de Braga, "hoje o grande problema é a ausência da fraternidade" na sociedade, defendendo que essa, fraternidade devia ser "a grande palavra de ordem".

Jorge Ortiga afirmou que o Estado Social "é sustentável" se houver uma sociedade solidária.

"Ao construirmos uma sociedade solidária estamos a contribuir para o Estado Social", disse.

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