Portugal não pode "aligeirar" combate à crise

O primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, disse hoje em Maputo que o Estado português não pode aligeirar o esforço que está a empreender para tirar o país da crise, porque abrandar o ritmo do ajustamento seria mais penalizador.

Passos Coelho defendeu a inevitabilidade das reformas que o seu Governo está a realizar, durante um seminário económico com empresários portugueses e moçambicanos, no âmbito da visita que realiza a Moçambique.

"O Estado não pode aligeirar os esforços que está a fazer para tirar Portugal da crise. Quanto mais tempo demorasse a fazer este processo de ajustamento, mais penalizador seria para as famílias e para as empresas", enfatizou o primeiro-ministro português.

Realçando que a situação portuguesa é económica e social, Passos Coelho apontou as reformas em curso no país, como a solução para que as empresas portuguesas voltem a financiar-se e gerem emprego, para ajudar as famílias.

"Enquanto não conseguirmos dar boa conta do recado do processo de ajustamento que estamos a fazer, não é possível melhorar o "rating` de Portugal, e enquanto esta situação persistir, a banca portuguesa incorrerá num custo e num ónus superior ao dos empresários de outros países", sublinhou Passos Coelho.

Insistindo na necessidade de o país seguir o rumo que está a trilhar para ultrapassar a atual conjuntura, o primeiro-ministro português congratulou-se com os sinais positivos que o país está a registar no comércio com o exterior, destacando a retoma de fevereiro.

"A estratégia que estamos a seguir tem dado frutos, como demonstra o facto de a retoma de fevereiro ter mantido a expressão já assinalada em janeiro", declarou Passos Coelho, citando dados divulgados segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O governante português considerou encorajadores os pouco mais de 13 por cento que as exportações de bens portugueses registaram no trimestre terminado em fevereiro, destacando o contributo de mercados fora da União Europeia na revitalização da economia portuguesa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG