Portugal inicia 2.ª feira vigias no mar Báltico

Um contingente português inicia na segunda-feira a vigilância do espaço aéreo dos países bálticos, sucedendo na liderança da missão à Polónia e permanecendo no local durante os próximos quatro meses.

A missão, disse à agência Lusa o Tenente Coronel João Pires, comandante do destacamento, visa "providenciar policiamento aéreo a países sem autonomia" para tal.

Com base na Lituânia, Portugal vai desempenhar uma missão de vigilância e defesa ('air policing') do espaço aéreo dos países bálticos (BAP 14), no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, sigla em inglês).

O contingente na Lituânia é composto por seis aeronaves F-16 e por 70 militares, declarou o Tenente Coronel João Pires.

O destacamento, com a duração de quatro meses, tem como objetivo garantir a segurança do espaço aéreo dos três países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia), os quais não dispõem de meios aéreos que assegurem a execução desta missão.

A partir de segunda-feira, Portugal será o país líder desta missão no Báltico.

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, havia dito já à Lusa que a missão militar que Portugal vai desempenhar na Lituânia, e uma outra no Mali, "são muito importantes" porque mostram "a capacidade operacional" das forças armadas portuguesas.

O contingente português que vai participar na missão das Nações Unidas na manutenção de Paz no Mali e o que integra a missão da NATO de policiamento aéreo da Lituânia partiram na sexta-feira, o primeiro da Base Aérea do Montijo e o segundo da Base Aérea de Monte Real.

"São duas missões que se inserem no âmbito das responsabilidades de Portugal no campo internacional, uma no âmbito da aliança NATO e a outra no âmbito das Nações Unidas", disse José Pedro Aguiar-Branco.

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