Portas rejeita eleições antecipadas

Portas diz que "há todas as condições para cumprir o calendário constitucional". Atacou o PS, que diz não saber se "mudou de política". E Ferreira Leite também não escapou.

O vice-primeiro-ministro Paulo Portas rejeitou esta manhã um cenário de eleições antecipadas, lembrando que "a legislatura tem quatro sessões legislativas" e garantindo que há "todas as condições para cumprir o calendário eleitoral". No arranque do segundo dia das terceiras jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS, o líder do CDS lançou ainda uma farpa à oposição lamentando que "em Portugal há quem invoque a Constituição conforme os dias".

Paulo Portas apelou aos deputados da maioria para "não cederem à vulgarização da ofensa polítiica", como, lamentou, tem "ouvido em certos setores da oposição". O democrata-cristão alertou que os portugueses "percebem mal" quem prefere "as calúnias" em detrimento dos "argumentos".

Num ataque ao maior partido da oposição, Paulo Portas lembrou que "o partido que negociou com a troika, já mudou três vezes de líder" mas disse ter dúvidas se "o PS mudou de política". O democrata-cristão advertiu que "saber se o PS voltaria a fazer o que fez até 2011, é essencial para a defesa da classe média portuguesa".

Quanto ao orçamento, Portas disse mais uma vez que "preferia a redução da sobretaxa já no próximo ano", mas destacou os méritos do "crédito fiscal", que acredita que se verificará em 2015, caso se consiga excedentes de receita fiscal como em 2013 e 2014.

Numa mensagem para dentro Paulo Portas admitiu que a maioria é "diversa", mas garantiu que é "coesa na sua finalidade". Não deixou, porém, de responder a ataques de "setores amigos", concretizando: "Muito me espanta que a minha boa amiga Manuela Ferreira Leite seja contra o cruzamento dos dados de quem recebe o Rendimento Social de Inserção, para saber se têm outros rendimentos. É uma questão de justiça".

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