Portas queixa-se de "um verdadeiro tiro ao Portas"

O vice-primeiro-ministro referia-se aos pedidos feitos para ser ouvido sobre o BES, os vistos 'gold' e às declarações de Ana Gomes sobre o caso dos submarinos. Tudo na quinta-feira.

O vice-primeiro-ministro disse que assistiu na quinta-feira a "um verdadeiro tiro ao Portas", referindo-se aos pedidos feitos para ser ouvido sobre o BES, os vistos 'gold' e às declarações de Ana Gomes sobre o caso dos submarinos.

"Eu como estou com gripe, ontem vi um bocadinho mais de televisão do que é costume, aquilo foi verdadeiramente um tiro ao Portas", disse Paulo Portas, à margem de um almoço que hoje decorreu na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola.

O vice-primeiro-ministro referia-se aos pedidos que alguns partidos da oposição fizeram na quinta-feira para a sua audição no parlamento sobre o Banco Espírito Santo, ao efetuado pelo PS para que o governante se pronuncie sobre o relatório acerca dos vistos 'gold', elaborado pela Inspeção-Geral da Administração Interna, e ainda às declarações da eurodeputada socialista Ana Gomes sobre o caso dos submarinos.

"Com toda a franqueza os tiros são todos ao lado, primeiro vieram dizer que eu tinha de ir à Comissão do BES. Eu estou para ir à comissão de inquérito sobre o Banco Espírito Santo desde o primeiro momento, foi a maioria do PSD-CDS/PP que propôs que eu fosse. Eu sempre fui a favor dessa comissão de inquérito e do apuramento da verdade", frisou.

Sobre os vistos 'gold', Paulo Portas frisou que sempre disse que a melhoria do regime seria feita ouvindo a oposição e reiterou: "É o que farei, irei ao parlamento explicar a melhoria do regime".

Quanto às declarações de Ana Gomes, Paulo Portas disse que a eurodeputada "voltou às suas obsessões" com as quais, afirmou, nada tem a ver.

"Há uma única coisa que é importante que as pessoas saibam, ao contrário do que ela disse, enquanto fui ministro dos Negócios Estrangeiros as cartas rogatórias transmitidas ao ministério foram transmitidas às autoridades judiciais portuguesas no dia 24 de junho de 2013, era eu ministro dos Negócios Estrangeiros, essa senhora é compulsivamente mentirosa", afirmou.

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