Portas poupou "mais de 1000 milhões" em juros em 2003

O ex-ministro da Defesa Paulo Portas lembrou esta sexta-feira que a sua revisão da lei de reequipamento das Forças Armadas, em 2002/03, permitiu poupar mais de 1000 milhões de euros em juros de compra em leasing.

Essa revisão "foi melhor para os contribuintes, pior para o sistema financeiro e seus bancos" e ainda permitiu reequipar as Forças Armadas, sublinhou Paulo Portas perante a comissão parlamentar de inquérito à compra de equipamentos militares.

No caso específico dos submarinos, "a decisão não era ter submarinos melhores ou piores, mas de os ter e impedir" que Portugal "perdesse essa capacidade", frisou o vice-primeiro-ministro.

"O atraso no reequipamento" das Forças Armadas "era de tal ordem que o governo não tinha outro caminho possível que não tomar as decisões que se impunham para evitar o colapso", insistiu Paulo Portas.

Questionado pelo deputado António Filipe (PCP) sobre se conhecera o então cônsul honorário de Portugal na Alemanha, acusado no âmbito da venda dos submarinos a Portugal, Portas garantiu só o ter visto no aeroporto de Munique e a caminho do hotel onde iria realizar-se uma conferência.

"Não sei absolutamente mais nada", assegurou Paulo Portas.

Ainda quanto ao contrato dos submarinos adquiridos à Alemanha, Paulo Portas lembrou que "as decisões fundamentais" foram tomadas pelo anterior governo do PS e enfatizou que o valor inscrito na Lei de Programação Militar de 2003 correspondeu a uma "previsão absolutamente correta".

O montante inscrito na lei foi de 973 milhões e o custo final de 1001 milhões, sendo a diferença de 24 milhões deveu-se a um atraso ocorrido em 2010 que teve consequências financeiras.

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