Portas não é taxativo sobre fim da TSU dos reformados

Paulo Portas voltou a declarar-se "politicamente incompatível" com a TSU dos pensionistas, mas agora revela-se menos taxativo a dizer que a medida não avançará no OE 2014

Falando no Parlamento num debate de urgência, agendado pelo Bloco de Esquerda, sobre o "guião da reforma do Estado", o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirmou, depois de questionado pela deputada bloquista Mariana Aiveca: "Hoje [a TSU dos pensionistas] é uma mera opção e temos o compromisso de a evitar. O que interessa é que acho que vamos conseguir evitar." Um minuto antes tinha voltado a dizer que é "politicamente incompatível".

Paulo Portas revelou ainda que o "guião da reforma do Estado" - dossier de que é o responsável governamental - afinal só será apresentado no "mês de junho". O PS, através do deputado António Braga, recordou calendários anteriormente revelados pelo Governo que indiciam que esta nova data representa mais um adiamento face ao calendário original.

A 15 de fevereiro, o primeiro-ministro Passos Coelho dizia que o documento seria apresentado "muito proximamente". "Lá estarão as poupanças que esperamos atingir e tudo o que houver para além disso", afirmava então o primeiro-ministro, pedindo que se fizesse um debate "sério" e "profundo" sobre a matéria. António Braga recordou que o Governo nessa altura que tinha de ter "pronta a reforma até fevereiro", com um "menu discriminado" de medidas "entre a sexta e a sétima avaliação" da 'troika'.

Também hoje no Parlamento, de manhã, o ministro de Estado e das Finanças abriu a porta a que esse documento seja conhecido até 20 de junho. Segundo a edição online do Diário Económico, Vítor Gaspar recordou que a aprovação formal do sétimo exame regular teve como pressuposto a apresentação do Documento de Estratégia Orçamental e dos cortes da despesa e garantiu que "estes procedimentos nacionais deverão estar concluídos antes do Eurogrupo de 20 de Junho".

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