Portas não comenta "questões internas" no Kuwait

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse hoje no Kuwait que, no exterior, não comentará a possibilidade de o Presidente da República remeter o Orçamento do Estado para o Tribunal Constitucional.

"Nenhum comentário sobre questões internas. Aqui só se trata de exportar mais, internacionalizar mais e atrair investimento para Portugal. Emprego e crescimento", respondeu Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS-PP, quando questionado pelos jornalistas sobre a intenção de Cavaco Silva de promulgar o Orçamento mas enviando-o simultaneamente para o Tribunal Constitucional, segundo a última edição do Expresso.

O semanário, citando fonte do Palácio de Belém, noticiou que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, vai promulgar o Orçamento do Estado, remetendo o diploma ao Tribunal Constitucional para fiscalização sucessiva, por ter dúvidas, designadamente, sobre a constitucionalidade da tributação das pensões dos reformados.

Anteriormente, Paulo Portas afirmava que a situação de Portugal não é impedimento nos contactos que está a estabelecer no Golfo Pérsico porque "já se passou o meio da ponte".

"É bom investir em Portugal, país que vai voltar aos mercados e que tem condições atrativas, depois das condições estruturais que foram feitas para que os investidores sintam confiança" disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, após encontros com o chefe de Estado e o primeiro ministro do Kuwait e de uma reunião entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e a Câmara de Comércio e Indústria do emirado.

"Os investidores interessam-se por factos. A verdade é que investir em Portugal vai ser crescentemente bom e nós só teremos crescimento económico se tivermos investimento. Por isso, defender Portugal junto dos países onde há massa crítica e financeira é uma parte essencial para nós ultrapassarmos a crise", acrescentou Paulo Portas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros cumpre hoje no Kuwait a segunda etapa da deslocação ao Médio Oriente, após a visita ao sultanato de Omã.

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