Portas diz que Venezuela é uma prioridade na política externa

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, defendeu hoje em Caracas que a Venezuela "é uma prioridade" na política externa de Portugal e que ainda é possível estreitar mais as relações bilaterais.

"A Venezuela é uma prioridade na nossa política exterior. É uma prioridade porque as nossas relações políticas e institucionais são muito antigas e muito boas e depois porque há um cruzamento natural, quotidiano, entre muitos portugueses que aqui vivem", disse.

Paulo Portas falava durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo venezuelano, Elias Jaua, no âmbito da abertura dos trabalhos da 8.ª Comissão Mista de Acompanhamento Bilateral, que começou hoje em Caracas e terminará em Lisboa, em data ainda a definir.

Referindo que mais de 400 mil portugueses residem da Venezuela, Paulo Portas afirmou que "não são pouca gente e são boa gente, estão integrados com os venezuelanos, muitos dos pequenos comércios são propriedade de portugueses e a gente portuguesa que aqui vive está muito integrada na sociedade da Venezuela, isso seria suficiente para que a Venezuela fosse uma prioridade".

"O nível das nossas relações económicas é muito alto, não começou agora, é uma continuidade mas estamos sempre a melhorá-lo, por isso tantas empresas portuguesas estão presentes em parcerias para ser parte do desenvolvimento. Não é só vender o que se produz, é ser parte do desenvolvimento de um país que está a desenvolver os seus aspetos económicos e sociais", frisou.

O chefe da diplomacia portuguesa disse ainda ter "a convicção de que é muito importante que uma parte dessa cooperação tenha um impacto direto numa vida melhor para muita gente".

Paulo Portas explicou que "quando se constroem habitações, quando se procura contribuir para que a distribuição possa melhorar, quando se fala da educação tecnológica que recebem as crianças, isso é parte naturalmente do futuro e da transformação de uma sociedade".

"Já estamos num ponto muito alto das relações mas ainda podemos subir mais e vamos ver se conseguimos que esta primeira parte (Caracas) e a segunda (Lisboa) desta comissão mista seja um ponto mais na escada de uma excelente relação que é a relação que têm a Venezuela e Portugal. Repito, com um princípio que para mim é indiscutível. O respeito pela soberania de cada um", concluiu.

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