Portas diz que recusa "Estado mínimo"

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje querer manter o modelo social europeu, defendeu a realização de reformas "necessárias" mas recusou um "Estado mínimo", prometendo empenho dos democratas-cristãos na "redução estrutural da despesa".

"É importante reformar o Estado social, não para o destruir, mas para o preservar. O Estado social e o modelo social europeu representam um olhar de equilíbrio e de justiça sobre a sociedade que nós queremos manter", sublinhou Paulo Portas.

"Como sabemos que há fatores de pressão extremamente significativos sobre a atual caracterização do Estado social, é por isso que nós dizemos que as reformas são necessárias, mas não é para chegar a qualquer Estado mínimo, para preservar e proteger aquilo que é essencial do ponto vista social", apontou.

O presidente do CDS-PP, que é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, falava aos jornalistas no final do Conselho Nacional do partido, o órgão máximo entre congressos, que decorreu entre cerca das 20:30 e as 02:00, num hotel de Lisboa.

Portas referiu-se ao corte de quatro mil milhões de euros na despesa do Estado que foi anunciado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e disse que o CDS "vai empenhar-se com profundidade e com consistência" nesse exercício, "que é difícil", tendo anunciado que a comissão política do partido vai reunir para preparar propostas nessa matéria.

"Temos o máximo interesse e dever de colaborar não só no Governo mas também no partido, nesse exercício importante que é o Estado gastar menos para que a economia possa crescer mais", sustentou, frisando que é essa redução da despesa que pode travar a carga fiscal.

"É importante, no sentimento do CDS, que se trata de uma redução da despesa estrutural do Estado no valor de quatro mil milhões de euros, cerca de 5 % da despesa do Estado. É esse o contexto e o perímetro de um exercício que é difícil", afirmou.

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