Portas "deixa cair" Carlos Costa: "Há também falhas na supervisão"

Falando como líder partidário e "esquecendo" a sua qualidade de vice-primeiro-ministro, Portas disse que a supervisão "falhou", sendo ainda "lamentável" a "dessintonia" entre o Banco de Portugal e CMVM.

Portas, falando na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES, salientou no entanto que houve uma evolução positiva na supervisão desde o caso BPN: "No BPN, a supervisão não descobriu nem evitou; no BES, a supervisão descobriu, mas não evitou".

Seja como for, recomendou à comissão parlamentar de inquérito que conclua os seus trabalhos com propostas que evitem novos problemas graves no setor bancário - sendo que estes, no seu entender, têm sempre passado pelas participadas no estrangeiro (Banco Insular, no caso do BPN, e BESA, no caso do BES). Disse também que no próprio banco e nas respetivas auditoras houve "falhas".

Paulo Portas aproveitou também para responder às críticas de Fernando Ulrich, esta manhã, também na comissão de inquérito, à resolução que o Banco de Portugal deu ao caso BES: "Está a defender os acionistas dele." E deixou uma pergunta no ar: "Não terá a banca andado a jogar à roleta com os contribuintes?"

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG