Políticos devem renunciar aos subsídios de alojamento

O professor universitário e comentador defendeu esta segunda-feira que, em tempo de crise, a suspensão do subsídio de alojamento de todos os titulares de cargos políticos é uma forma de a classe política "dar o exemplo".

"Para aqueles que não tenham [casa própria em Lisboa], em período de crise, a suspensão desse subsídio é uma entre outras medidas de a classe política dar o exemplo antes de exigir sacrifícios aos restantes portugueses", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.

O antigo presidente do PSD, que falava à margem da apresentação de um livro, em Lisboa, referiu que essa é apenas um das formas de esse exemplo ser dado. "Podia ser de outra maneira, cortando no vencimento, como aconteceu em Inglaterra ou na Irlanda. Uma maneira é cortar no subsídio de alojamento, é menos que cortar no vencimento, mas é um exemplo", disse.

Por outro lado, o professor de Direito e comentador político considerou que a "lei tem que ser repensada" no sentido de acautelar os casos em que os titulares de cargos políticos não tendo residência principal e permanente na capital possuam ali uma outra habitação própria.

"Se tiverem outra residência em Lisboa parece que não faz sentido receberem o subsídio de alojamento", concluiu.

O ministro da Defesa decidiu também renunciar ao subsídio de alojamento que tinha atribuído, de aproximadamente 1000 euros, em solidariedade com os seus colegas de Governo, comunicou a agência Lusa fonte do seu gabinete.

Esta decisão segue-se à do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e do secretário e Estado das Comunidades, José Cesário, de renunciarem aos respetivos subsídios de alojamento, depois de ter sido noticiado que usufruíam daqueles apoios apesar de possuírem casa própria na Grande Lisboa.

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