Poiares Maduro: Governo tem posição "comum"

O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional garantiu esta segunda-feira que existe uma posição, "comum" a todos os membros do Governo, de que uma eventual descida de impostos dependerá sempre da "margem orçamental" para 2015.

"Tal como disse o senhor primeiro-ministro [no domingo], há uma posição comum que é um reconhecimento de que a carga fiscal é elevada e que todos gostaríamos de a poder diminuir, e de que tudo faremos para esse fim, que dependerá da margem orçamental que tivermos", disse Miguel Poiares Maduro aos jornalistas, à margem da reunião da Concertação Social, que hoje incluiu na ordem de trabalhos a apresentação do Portugal 2020.

"Isso só poderemos saber exatamente quando tivermos todos os números sobre a mesa e é isso que o Governo irá decidir no seu todo em Conselho de Ministros no âmbito do Orçamento do Estado. É o ponto de vista comum a todo o Governo", continuou o governante.

Para Poiares Maduro será sempre "dentro dos condicionalismos orçamentais" que o Governo irá encontrar margem para reduzir os impostos.

O ministro desvalorizou eventuais divergências na coligação sobre as medidas em discussão para o próximo Orçamento do Estado: "Acho que, às vezes, em Portugal, se faz muita confusão e alguma especulação sobre questões de diferença de tonalidade e diferença de ênfase [...]. Dizendo a mesma coisa, às vezes há interpretações diferentes".

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, rejeitou no domingo a existência de "sinais de rutura" na coligação - face ao discurso público do líder do CDS e vice-primeiro-ministro em defesa da redução de impostos - e admitiu a possibilidade de uma eventual descida de impostos no próximo ano caso não seja posta em causa a meta do défice.

"Eu nem vejo sinais de rutura nem vejo crise nenhuma. Teremos oportunidade agora de discutir em Conselho de Ministros a proposta de lei do Orçamento do Estado (OE) que será submetida ao parlamento até dia 15 e não deixaremos, nessa discussão, de atender às necessidades que todos sentimos de poder aliviar a carga fiscal sobre os portugueses", disse o chefe do Governo.

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