PM diz que Governo está empenhado em obter consensos

O primeiro-ministro, Passos Coelho, afirmou-se hoje "empenhado" em conseguir o "nível suficientemente relevante de consensos" em Portugal para assegurar o "sucesso dos esforços" em curso.

"Apesar de estarmos ainda num período de emergência nacional, não suspendemos as regras da democracia e de funcionamento de um Estado democrático e, portanto, nem sempre os consensos são tão fáceis de atingir como desejaríamos. Mas estamos empenhados em que esses consensos possam prevalecer a um nível suficientemente relevante que não coloque em questão o sucesso de todos os esforços que já realizámos", afirmou Passos Coelho na cerimónia de tomada de posse da nova direção da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), em Gaia.

Segundo considerou, "no plano externo há uma convicção muito enraizada de que Portugal percebe a situação em que está e está determinadíssimo em ultrapassá-la", mas, internamente, o "esforço e a dor" sentidos impõem que se dê mais "motivação às pessoas".

"Dado o esforço que foi realizado e a dor que foi sentida socialmente - e que está muito espelhada no nível de desemprego que o país tem e ainda vai ter durante algum tempo - é preciso, no plano interno, dar uma motivação às pessoas de que todo o esforço que estamos a realizar será bem sucedido, mas é preciso ter alguma paciência e persistência para que esses resultados possam ser potenciados para futuro", sustentou o primeiro-ministro.

Depois do "sinal claro da confiança" dos investidores externos no regresso de Portugal aos mercados, na semana passada, Passos Coelho quer agora que os benefícios dessa crescente confiança comecem a ser "transferidos para a esfera dos bancos e das empresas".

"Julgo que esse clima já se começa a sentir, houve já no ano passado emissões obrigacionistas de instituições financeiras e não financeiras em condições bastante razoáveis, é muito natural que essas condições melhorem ao longo deste ano", disse.

Contudo, admitiu, citando a "bastante apropriada" imagem utilizada pelo presidente do Chile na cimeira do passado fim de semana entre a União Europeia e os países da América Latina e das Caraíbas: "A confiança é uma coisa que leva a construir o tempo de uma palmeira a crescer, mas destrói-se com a velocidade a que caem os cocos".

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