PM: Desemprego tem de "desacelerar" a meio do ano

Passos Coelho afirmou no Parlamento que a subida do desemprego "é consistente com o quadro macroeconómico", mas reconheceu que terá desacelerar no segundo semestre do ano para ficar dentro dos valores previstos pelo Governo (13.4%).

"Se isso não vier a acontecer é preciso avaliar com rigor qual terá sido o desvio", afirmou o primeiro-ministro no debate quinzenal depois de reconhecer que a taxa continuará a subir ao longo do ano.

Ontem, o INE revelou que a taxa de desemprego disparou para os 14% no último trimestre de 2011, o valor mais elevado de sempre. Estima-se que 1,2 milhões de portugueses estejam sem trabalho.

"Estaremos em condições de reduzir socialmente o desemprego quando a receita socialista deixar de toldar a mente dos governantes," afirmou Passos em resposta ao líder da bancada do CDS, Nuno Magalhães.

"Foi por empurrar com a barriga e por sermos demasiado facilitadores que conduzimos o país a esta situação."

"E não estou a falar no plural majestático", acrescentou lançando uma farpa a António José Seguro que desafiou o Governo a reconhecer o falhanço da sua política por causa do desemprego.

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