Plano de ajustamento financeiro é "mau" porque agrava "brutalmente"os impostos

O presidente da Comissão Política Nacional do Movimento Partido da Terra (MPT) disse hoje que o plano de ajustamento financeiro da Madeira é "mau" para a região porque "agrava brutalmente os impostos".

Numa conferência de imprensa no Funchal, após uma visita de trabalho à região, John Rosas exemplificou com o aumento do IVA e dos combustíveis, alertando que "toda a gente vai passar a pagar mais pelos bens essenciais".

O dirigente nacional do MPT, partido que nas últimas eleições regionais na Madeira manteve o deputado eleito há quatro anos na Assembleia Legislativa, afirmou ainda ter dúvidas quanto ao cumprimento do plano de ajustamento financeiro.

John Rosas acusou também o presidente do Executivo da Madeira, o social-democrata Alberto João Jardim, de "durante anos" ter "escondido deliberadamente" a dívida "de milhares de milhões de euros", lamentando que "agora quem tem que pagar não é o Governo Regional" mas "todos os madeirenses".

"Alberto João Jardim não se pronunciou sobre o impacto das medidas deste acordo na vida dos madeirenses, das pequenas e médias empresas, nomeadamente na hotelaria e no turismo, que são a principal fonte de receita para a região", acrescentou o líder do MPT, manifestando-se "muito preocupado com o que vai acontecer nos próximos meses, nos próximos anos, enquanto este acordo for ou não cumprido".

Sobre o partido, o responsável referiu que a deslocação à Madeira é a primeira da Comissão Política Nacional, explicando que o Partido da Terra irá visitar nas próximas semanas todos os distritos e a Região Autónoma dos Açores.

"No passado dia 17 de dezembro, o MPT entrou numa nova fase que inicia este triénio em que queremos uma maior cooperação, nomeadamente com os nossos colegas da Madeira, também no Algarve e no distrito de Aveiro, onde temos maiores estruturas, mas não vamos ficar de fora de nenhuma zona do país", garantiu John Rosas.

Sobre o programa de ajustamento financeiro, que classifica como "negativo" e "muito violento para as famílias", o responsável do MPT na Madeira, João Isidoro, prometeu no Parlamento regional pedir ao Executivo que "dê prioridade às áreas sociais" e "às populações que são mais atingidas" face ao documento que foi "de certo modo imposto pelo Governo" central "com total falta de sensibilidade pelas autonomias e pela vida dos madeirenses".

A Região Autónoma da Madeira irá receber 1.500 milhões de euros de financiamento através do seu plano de ajustamento da parte do Estado, tendo 15 anos para pagar o empréstimo e uma taxa de juro igual à da 'troika', anunciou na sexta-feira o presidente do Governo Regional.

De acordo com Alberto João Jardim, o empréstimo vence em 2031, mas a Madeira só tem de começar a amortizar capital daqui a quatro anos.

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