Pires de Lima quer desemprego ao nível da Europa Central

Ministro diz que objetivo do Governo é que a economia nacional cresça sustentadamente acima dos 2% ao ano.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta terça-feira que a ambição do Governo é a de alcançar um crescimento económico superior a 2% ao ano, bem como uma taxa de desemprego de níveis equivalentes aos registados nos países da Europa central.

"Não nos acomodamos a esta visão de uma Europa solidária que vive no paradoxo da crise, em que os países do Sul registam taxas de desemprego acima dos 15% e países na Europa Central taxas de 4% ou 5%. A nossa ambição é continuar a reduzir o desemprego de modo a que os nossos níveis se aproximem dos países da Europa central", frisou na conferência "Portugal: rumo ao crescimento e emprego. Fundos e programas europeus: solidariedade ao serviço da economia portuguesa", que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O ministro da Economia, que moderava um painel sobre fundos estruturais e de investimento de 2014 a 2020, sublinhou que o Executivo tem "a ambição clara de ver a economia crescer, num curto espaço de tempo, bem mais do que 2% ao ano".

Pires de Lima reforçou que as prioridades de Portugal para os próximos anos "estão bem definidas" e pediu à Comissão Europeia que dê ao Governo "a responsabilidade" para lidar com as áreas consideradas prioritárias.

"As nossas prioridades em Portugal estão bem definidas. Aquilo que creio ser neste momento de registar é pedir à Comissão Europeia, que nos quer ajudar, que a melhor forma de nos ajudar, além de ser solidária, é dar-nos a responsabilidade de podermos liderar áreas que consideramos prioritárias", declarou perante vários representantes do executivo comunitário.

Pires de Lima enumerou as quatro prioridades consideradas fulcrais, como a agricultura e o investimento no regadio, fundos direcionados para as pequenas e médias empresas (PME), transportes e reforço à capitalização das PME, suportado pelo Banco de Fomento.

O ministro da Economia sublinhou ainda que dos 25 mil milhões de euros correspondentes ao novo quadro comunitário de apoio (2014-2020) 43% serão "dedicados ao apoio às empresas".

E rematou dizendo que "Portugal fez adequadamente o seu trabalho de casa para poder merecer a confiança da Comissão Europeia e poder executar bem este montante de investimento nos próximos oito anos".

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