Personalidades pedem acordo entre PSD, CDS e PS

Várias personalidades nacionais terão assinado um manifesto a pedir um acordo de "salvação nacional" aos líderes do PSD, CDS e PS, que se encontram reunidos para mais uma reunião, desta vez na sede dos sociais democratas.

As comitivas que têm participado nestes encontros com vista a encontrar o "compromisso de salvação nacional" pedido há uma semana pelo presidente da República, Cavaco Silva, estão reunidas uma vez mais com vista a encontrar soluções nesse sentido. Para este encontro, os elementos do PSD, CDS e PS levaram documentos escritos.

O Económico avança que um conjunto de personalidades assinou uma manifesto, no qual pedem aos líderes partidários para chegarem a acordo. Alexandre Relvas, Daniel Bessa e João Talone estarão entre os signatários.

No texto do manifesto, publicado pelo Económico, lê-se que "o Presidente da República colocou-se em linha com os anseios mais profundos manifestados pela população portuguesa". "Sabemos o risco que corre: o de que CDS, PS e PSD não cheguem a acordo, em prejuízo de todos nós. Por isso, só por isso, nos permitimos este apelo: entendam-se, nos termos que só os próprios determinarão, condicionados, para que o exercício cumpra os objetivos pretendidos, ao acordo das entidades que hoje nos financiam, enquanto não conseguirmos dispor da autonomia que só poderá ser assegurada por um regresso pleno aos mercados financeiros."

Nas reuniões tripartidas participam os negociadores indicados pelos três partidos (Miguel Poiares Maduro, Carlos Moedas e Jorge Moreira da Silva pelo PSD; Pedro Mota Soares e Miguel Morais Leitão pelo CDS; e Alberto Martins, Eurico Brilhantes Dias e Óscar Gaspar pelo PS) e, como observador, o consultor do Presidente para os Assuntos Sociais, David Justino.

A iniciativa presidencial assenta em "três pilares": um calendário de eleições legislativas antecipadas para 2014, um acordo sobre as medidas acordadas com a troika (onde sobressai o corte de 4,7 mil milhões de euros na despesa do Estado) e que vigore ao longo de vários anos, independentemente do governo em funções.

Os três partidos aceitaram negociar e acordaram concluir o processo até ao fim desta semana, apesar de a generalidade dos observadores considerar impossível um entendimento que coloca formalmente o Governo a prazo e vincula o PS à aplicação de medidas de austeridade que tem vindo a denunciar.

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