PCP vai denunciar "injustiças" relacionadas com portagens

O PCP/Porto anunciou hoje que vai denunciar no Parlamento as "injustiças" relacionadas com novas portagens, que associa ao atual governo PSD/CDS e ao anterior, liderado pelo PS, e avisou que a contestação a medidas deste tipo será retomada.

O jornal Diário Económico avança hoje que o Governo está a preparar-se para introduzir novas portagens, colocando 15 novos pórticos automáticos de cobrança nas autoestradas nacionais, sobretudo do norte de país e da Grande Lisboa.

"O PCP vai entregar na Assembleia da República uma pergunta em que denuncia que, depois da introdução de portagens pelo anterior Governo PS, agravando as condições de vida dos utentes em detrimento dos privilegiados negócios milionários das Parcerias Público Privadas (PPP), agora é o PSD e CDS a repetir a receita", lê-se na nota de imprensa enviada hoje à comunicação social.

O PCP/Porto afirma que a contestação às portagens vai ser retomada, porque não foi ainda realizado um estudo sobre as vantagens e ou desvantagens das portagens.

"É urgente pôr fim a esta política de desastre para o país. O PCP continuará solidário com a luta dos utentes das autoestradas visadas e a dar expressão na Assembleia da República da luta de todos aqueles que estão contra mais esta injustiça".

O PCP defende que, antes do Governo PSD/CDS tomar a decisão de introduzir novas portagens, deveria ter feito um estudo "sobre as consequências da introdução das portagens nas ex-SCUT", "quais foram as vantagens e as desvantagens" e "quem ganhou e quem perdeu".

Para os comunistas, é certo que a contestação às portagens irá ser retomada", porque o Governo está a ignorar "por completo a falta de alternativas às vias que pretende agora portajar em novos troços" e "ignora" mais uma vez "a grave crise económica".

A maior parte das portagens estão pensadas para as ex-SCUT do Norte Litoral, entre o Porto e Viana do Castelo, as do Grande Porto, designadamente o troço até Lousada, e as da Costa de Prata, entre Mira (Aveiro), e o Porto.

O documento pondera também o regresso das portagens entre o Porto e a Maia, na A3, e a colocação de dois novos pórticos na A16, na Grande Lisboa, em Cascais e Sintra.

Com as novas portagens, o Governo espera um aumento das receitas entre os 47 milhões e os 70 milhões de euros anuais.

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