PCP reúne-se com trabalhadores da TAP

O PCP vai reunir-se esta quinta-feira com os trabalhadores da TAP no aeroporto da Portela, em Lisboa, para continuar a acompanhar a situação, após ter sido negado, pela maioria parlamentar, o requerimento para ouvir o presidente da companhia.

Nos Passos Perdidos do Parlamento, o deputado comunista Bruno Dias acusou o ministro da Economia, Pires de Lima, de ridicularizar o tema na sua audição, em sede de comissão parlamentar, no dia 2 de julho e prometeu que o PCP não irá desistir de ouvir o responsável máximo da TAP, Fernando Pinto.

"O sr. ministro, praticamente, fez troça do PCP e das nossas preocupações. Disseram que tínhamos uma visão pequenina da TAP. Passados uns dias, por nossa insistência, o secretário de Estado (Sérgio Monteiro), veio à assembleia falar sobre este assunto e já reconheceu que havia um crescimento para além dos meios que o sustentariam, como se veio a revelar", afirmou.

A TAP cancelou 37 voos programados desde esta quinta férias até sábado, justificando a decisão com um atraso na entrega de seis aviões do consórcio europeu de aeronáutica Airbus, algo que considera ser uma causa "totalmente alheia".

"Vamos continuar a acompanhar este processo e alertar para o que se está a passar e a informarmo-nos sobre de forma atualizada sobre o que está a acontecer, hoje mesmo, com uma reunião com a comissão de trabalhadores da TAP", anunciou Bruno Dias.

O deputado do PCP lamentou que o requerimento para esclarecer junto do presidente do conselho de administração da TAP qual a "fiabilidade do transporte" e a explicação para oss "cancelamentos" tenha sido rejeitado através dos "votos contra de PSD e CDS".

A transportadora aérea portuguesa assumiu ver-se obrigada a uma "reprogramação dos meios disponíveis" e perante a "necessidade de contratar aviões de outras companhias durante o mês de julho" para fazer face aos seus compromissos.

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