PCP insiste na demissão de Franquelim Alves

Honório Novo mostra documento interno da SLN para provar que já em março de 2008 o atual secretário de Estado sabia da "falcatrua" e não a denunciou ao Banco de Portugal. Bloco acompanha pedido de demissão.

O deputado comunista, que integrou as duas comissões parlamentares de inquérito ao BPN, mostrou esta sexta-feira de manhã um documento interno da SLN, de março de 2008, para provar que já nessa data o recém-empossado secretário de Estado do Empreendedorismo e da Inovação sabia da "falcatrua" do BPN e não a denunciou ao Banco de Portugal, tendo omitido este facto na entrevista à RTP, acusou Honório Novo.

O documento com o nome "Estado da Nação" e a indicação "SLN" e "março de 2008" na folha de rosto integra o espólio da documentação das comissões de inquérito e nele se já "estão inventariados os prejuízos" dos fundos de investimento e do Banco Insular, "resultantes da falcatrua".

O comunista insistiu que "Franquelim Alves era obrigado a denunciar ao Banco de Portugal" estes factos, o que "não fez". "Logo quebrou um elemento central das suas obrigações", enquanto administrador de um grupo financeiro perante o banco central. Consequência, insiste Honório Novo, o secretário de Estado "deve demitir-se".

"Não está em jogo a sua competência, nem algo de natureza criminal", mas Franquelim Alves "sabia e não cumpriu com as suas obrigações".

Ana Drago, do Bloco de Esquerda, também alinhou no pedido de demissão do secretário de Estado. "As cartas conhecidas mostram que essa administração foi empatando respostas ao Banco de Portugal", afirmou a deputada.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.