PCP e BE atacam Governo e evitam criticar PS

As bancadas parlamentares à esquerda do PS apresentaram-se no debate da moção de censura completamente concentradas em atacar o Governo, evitando criticas aos proponentes.

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, disse que "há muito que se justifica e se impõe a demissão do Governo". "O Governo sabe o que faz, enganou foi os portugueses ao dizer que o ano 2013 seria o final do caminho das pedras", afirmou. Razão pela qual "é urgente encontrar um novo caminho", pelo que "o país precisa de uma nova política". "Para o PCP nada está perdido para todo o sempre", afirmou.

Já Catarina Martins, do BE, considerou que "este Governo está empenhado em sabotar Portugal" pelo que "merece toda a censura". José Luís Ferreira, do PEV, avisou Passos Coelho: "Não estranhe que os portugueses achem que quanto mais depressa este Governo sair melhor será para o país." "Este Governo está a deixar os portugueses literalmente para trás", acusou.

Vitor Gaspar, ministro das Finanças, foi o segundo membro do Executivo a intervir no debate, depois da abertura por Pedro Passos Coelho. O número dois do Governo disse que "o PS insiste numa miragem da expansão orçamental" que representaria "mais défice e mais dívida" e portanto "o regresso a um passado de mediocridade e estagnação".

Dizendo que "a estabilidade orçamental é a única opção", Gaspar afirmou que "sem equilíbrio orçamental não é possivel financiamento para a economia". "Precisamos de encarar a verdade de frente", disse, acrescentando que "o caminho é árduo e estreito mas garante proposperidade dos mais jovens e dos vindouros".

Ao ministro das Finanças respondeu, pela bancada do PS, o deputado João Galamba. Segundo acusou, o Governo falhou porque decidiu "ir radicalmente além da troika". E - acrescentou - "pior que falhar é não ter um programa alternativo". "Este Governo não aprende com os seus erros", afirmou, garantindo também que o regresso de Portugal aos mercados está a ser feito com assistência do BCE, representando isso "um segundo resgaste".

"Falhar, falhar de novo e falhar pior" - eis a receita do Executivo, segundo acusou o parlamentar socialista.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG