PCP diz que mensagem de Passos é "hipócrita" e acusa Governo de piorar vida dos portugueses

O PCP considerou hoje que a mensagem de boas festas do primeiro-ministro é "hipócrita" e "cínica", culpando o Governo pela adoção de medidas que pioram a vida dos portugueses.

"São declarações caracterizadas por uma profunda hipocrisia e cinismo. Trata-se de um primeiro-ministro e de um Governo que tencionam continuar a mentir e a enganar os portugueses, acenando com tempos melhores que virão, mas adaptando efetivamente medidas que pioram cada vez mais a vida dos trabalhadores, dos jovens, dos reformados, de todos aqueles que fazem parte de uma imensa maioria que sofre, para, no fundo, garantir os lucros fabulosos da banca, da especulação e dos grandes grupos económicos nacionais e estrangeiros", declarou Pedro Guerreiro, numa reação do PCP à mensagem de Passos Coelho.

Os comunistas consideram que a política "à margem da lei e da Constituição", com Orçamentos do Estado "consecutivamente marcados pela inconstitucionalidade", é a "principal responsável pelo aumento do desemprego, o empobrecimento, a emigração que atinge cada vez mais portugueses, o corte de salários, de reformas e pensões, que desbarata património empresarial do Estado, reduz ou elimina prestações sociais, degrada serviços públicos da saúde e da educação e que representa, no fundo, um autêntico saque às famílias e as pequenas e médias empresas".

Aos "milhares e milhares de portugueses que não se conformam", Pedro Guerreiro deixa uma palavra de confiança e de esperança, afirmando que está nas suas mãos a conquista de um futuro melhor, que passará pela derrota deste Governo, pela convocação de eleições antecipadas, dando-se a palavra ao povo, e por uma rotura com a política de direita".

O primeiro-ministro afiançou hoje que a economia "começou a dar a volta" em 2013 e que "os melhores anos ainda estão para vir", na mensagem de boas festas que dirigiu ao povo português.

Reconhecendo ter sido um ano "muito exigente" e "difícil", o líder da coligação governamental PSD/CDS-PP garantiu que Portugal começou "a vergar a dívida externa e pública" que têm "assombrado" a "vida coletiva" e que "a economia começou a crescer e acima do ritmo da Europa.

Passos Coelho advertiu que os "sinais positivos ainda não são suficientes, contudo", para poder dizer que o país já ultrapassou a "crise", pois "ainda restam algumas incertezas e obstáculos".

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