PCP dita que números não espelham a realidade

O PCP afirma que os dados do INE não correspondem à realidade, advertindo os comunistas para o fenómeno da emigração e da "muito pouca" ou "nenhuma" correspondência entre redução do desemprego e criação de emprego.

"Há muito pouca, para não dizer nenhuma, correspondência entre a criação de emprego e a redução do desemprego", advoga o dirigente comunista José Lourenço, para quem há "desempregados que o deixaram de ser mas não são empregados" atualmente, nomeadamente aqueles que emigraram. O membro do PCP falava à agência Lusa no dia em que se soube que houve uma queda do desemprego para os 13,9% no segundo trimestre deste ano.

"Temos uma taxa de desemprego que baixou, é inquestionável, mas que reflete cada vez menos a realidade do emprego em Portugal e a realidade do desemprego em Portugal", acrescentou ainda o comunista.

Segundo dados revelados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego caiu para os 13,9% no segundo trimestre deste ano, uma queda homóloga de 2,5 pontos percentuais e um recuo de 1,2 pontos face ao trimestre anterior.

Ainda de acordo com as estatísticas do emprego relativas ao segundo trimestre de 2014, neste período, a população desempregada foi de 728,9 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 15,9% e uma queda em cadeia de 7,5%, ou seja, menos 137,9 mil pessoas e menos 59,2 mil pessoas, respetivamente.

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