PCP acusa Governo de mentir e oferecer futuro de empobrecimento

O PCP acusou hoje o Governo de mentir e querer perpetuar as políticas da 'troika' com o Documento de Estratégia Orçamental (DEO), considerando que o que se oferece aos portugueses é um "futuro de empobrecimento".

"O DEO mostra de forma clara e inequívoca que o Governo pretende perpetuar as políticas dos PEC's e da 'troika', não há qualquer mudança de política, é a política dos PEC's, da 'troika' que o Governo pretende continuar a impor por muitos anos", afirmou o deputado do PCP Paulo Sá, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Num comentário ao DEO, apresentado esta tarde pelo Governo, Paulo Sá acusou o Governo de "mentir deliberadamente" durante os últimos três anos quando disse que os cortes nos salários e nas pensões seriam aplicados apenas no período de duração do programa de ajustamento.

"O Governo mentiu de forma deliberada e o que propõe no DEO até 2017 é a continuação desta política de cortes", sublinhou.

Relativamente aos funcionários públicos, o deputado comunista recusou a ideia de diminuição da redução do salário, considerando que se se somar a redução que ainda se mantém, o aumento da TSU e as alterações à tabela remuneratória, "a conclusão a que se chega é que na verdade os cortes se mantêm e até de forma agravada para os trabalhadores da administração pública".

O DEO hoje divulgado alivia a contribuição extraordinária dos pensionistas, repõe 20 por cento dos cortes aplicados aos trabalhadores do setor público em 2015, mas agrava as contribuições para a Segurança Social em 0,2 pontos percentuais (para 11,2 por cento) e sobe a taxa máxima do IVA para 23,25 por cento.

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