Paulo Rangel quer esclarecimentos do caso Relva

O eurodeputado Paulo Rangel (PSD) defendeu hoje, em Estrasburgo, o total esclarecimento do caso que envolve o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e o jornal Público, mas sem "julgamentos sumários".

O eurodeputado Paulo Rangel (PSD) defendeu hoje, em Estrasburgo, o total esclarecimento do caso que envolve o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e o jornal Público, mas sem "julgamentos sumários".

"Um total esclarecimento é do interesse de todos, deve fazer-se um integral esclarecimento" do caso, defendeu Rangel, realçando que "o PSD deve ser o mais aberto possível, não ter nenhuma contenção".

O eurodeputado sublinhou, no entanto, que não devem ser feitos "julgamentos sumários".

"Nada de julgamentos sumários, que não são próprios das democracias.

Segundo um comunicado conselho de redação do Público divulgado na sexta-feira, o ministro Miguel Relvas ameaçou queixar-se à ERC, promover um "blackout" de todos os ministros a este jornal diário e divulgar na Internet dados da vida privada de uma jornalista, se fosse publicada uma notícia sobre o caso das secretas.

De acordo com o conselho de redação do Público, "as ameaças foram confirmadas pela editora de Política, que recebera um telefonema de Relvas depois de Maria José Oliveira ter enviado ao ministro questões para uma notícia de 'follow-up'" e "foram reiteradas num segundo contacto telefónico".

O gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, através de um comunicado, considerou essas acusações de "supostas ameaças ou pressões" sobre o Público "totalmente destituídas de fundamento, repudiando-as categoricamente".

A notícia em causa, da autoria de Maria José Oliveira, pretendia evidenciar "as incongruências" das declarações feitas pelo ministro, na terça-feira, no Parlamento, sobre o caso das secretas, mas acabou por não ser publicada.

Através de uma nota, direção do Público justificou a não publicação dessa notícia alegando não existir "matéria publicável" e garantiu ter tomado essa decisão antes de conhecer as ameaças do ministro.

Mais tarde, ainda na sexta-feira, a direção do Público noticiou que Miguel Relvas pedira, nesse dia, desculpa ao jornal, depois de a direção ter feito um protesto por "uma pressão" do governante sobre a jornalista que acompanha o caso das secretas.

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