Paulo Portas "empenhado" em "renovar a maioria"

O presidente do CDS espera um "ano bom" e garante, por dez vezes, que os portugueses estão "melhor". Em áreas tuteladas por ministros centristas.

Paulo Portas está disponível para "renovar a maioria" de forma "inequívoca e empenhada", mas o presidente do CDS é cauteloso nas palavras: não diz quando se deve decidir a coligação, nem se centristas e sociais-democratas vão juntos a votos nas próximas eleições legislativas.

Para já, constata Portas - na sua mensagem de ano novo, ou de "ano bom", como o presidente centrista lhe chama, tornada pública esta quinta-feira -, o CDS fará o seu "trabalho de casa", numa referência ao gabinete de estudos para definir as políticas do partido entre 2015 e 2020, anunciado no Conselho Nacional do partido, realizado a 13 de dezembro.

Para "vencer o combate de 2015", num ano que "será o primeiro completo sem troika nem memorando", o presidente centrista deixa claro que não se está a lixar para as eleições, apesar de recusar que anuncie "slogans de quem, prometendo 'repor' tudo, imediatamente e a todos, obviamente acabaria por 'repor' a situação a que Portugal foi conduzido em 2011".

Uma farpa aos socialistas que antecipa as promessas de um ano melhor (uma das palavras que mais vezes se repete na longa mensagem de 2451 palavras) para "os trabalhadores com rendimentos mais vulneráveis", para "os reformados e aposentados", para "os trabalhadores da Administração Pública", para as "famílias com filhos" ou "os pequenos agricultores".

O vice-primeiro-ministro nota que "2014 termina melhor do que 2013", com Portas a apresentar "factos que o revelam". São "dez indicadores" que "falam por si", em que Portugal está melhor. O presidente do CDS não deixa estes créditos em mãos alheias - as dez coisas em que estamos melhores, segundo Paulo Portas, são tuteladas por governantes do seu partido: economia, desemprego, investimento, exportações, turismo, agricultura.

No horizonte eleitoral, o presidente centrista tem uma "vontade". Que o CDS seja chamado a "governar em tempos mais normais e com uma economia em crescimento", depois de (segundo Portas) só ter sido "chamado a governar quando a casa já estava a arder".

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG