Passos sobre desemprego: "Não ganhamos nada em fingir que não vemos os problemas"

Primeiro-ministro reconhece "solavancos" nos números, mas frisa que o importante é que não se "contrarie a tendência" de diminuição. PCP critica processo de requalificação na função pública.

O primeiro-ministro reconheceu esta sexta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, que o aumento da taxa de desemprego para 13,9% "preocupa o governo" e, em resposta ao líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, frisou: "Não ganhamos nada em fazer de conta que não vemos os problemas."

Numa fase mais adiantada da discussão em plenário, foi o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, a confrontar o primeiro-ministro com os números de novembro, revelados na terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). "Lá se foram os tão proclamados sinais [de recuperação], ironizou o líder comunista, para quem "as estatísticas vieram desmentir o discurso" do governo PSD/CDS.

Jerónimo questionou ainda Passos sobre o processo de requalificação de funcionários da administração pública, insistindo no registo irónico: É o próprio governo que quer promover despedimentos. Estranha forma de promover o emprego... Explique lá essa contradição."

Na resposta, o primeiro-ministro vincou estar "atento ao que se passa com o emprego" e acusou a bancada comunista de insinuar que até aqui os números do emprego eram manipulados. E garantiu: "O processo de requalificação não é um processo de despedimento. Não o é na lei e não o é na prática."

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