Passos sobre cortes: "Não digo nada"

"O que é que o senhor vai dizer no Conselho Europeu que não pode dizer aos portugueses primeiro?", questionou Jerónimo. A todos, primeiro-ministro nada disse. E adia resposta sobre sétima avaliação.

Prometido para final de fevereiro, pelo Governo, o anúncio dos cortes de quatro mil milhões de euros continua no segredo da troika. Prometida para o início da semana, a sétima avaliação da troika afinal ainda decorre.

Por isto, "enquanto os exercícios regulares não estão terminados, não digo nada", sublinhou esta tarde Passos Coelho no debate de preparação do Conselho Europeu de amanhã e sexta-feira, em resposta às dúvidas sucessivas de socialistas, comunistas, bloquistas e ecologistas sobre os resultados da avaliação do Memorando do Entendimento e sobre onde serão feitos os cortes de quatro mil milhões de euros.

O líder comunista Jerónimo de Sousa ainda quis saber: "O que é que o senhor vai dizer no Conselho Europeu que não pode dizer aos portugueses primeiro?". Passos Coelho respondeu que só anunciará algo aos seus parceiros europeus "se houver qualquer resultado", durante os dois dias de reunião em Bruxelas.

Depois de ter fugido várias vezes a responder, perante a insistência de Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, o primeiro-ministro sublinhou: "Lamento, não darei outra resposta enquanto os exercícios regulares não estão terminados, não digo nada."

Entretanto, o Ministério das Finanças divulgou que adiou o anúncio da sétima avaliação aos deputados por três semanas. Vítor Gaspar só virá ao Parlamento a 5 de abril apresentar na comissão eventual de acompanhamento da troika essa conclusão.

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