Passos quer saída da 'troika' sem "perturbações"

Primeiro-ministro diz já existirem sinais de que a economia "está a dar a volta" e que já criou 120 mil postos de trabalho

A cinco meses de terminar o Programa de Assistência Financeira (PAF), Pedro Passos Coelho, o primeiro-ministro fez questão de, na habitual mensagem de Natal, sublinhar o pouco tempo que falta para a saída da "troika", dizendo que Portugal precisará de "todos os instrumentos que mobilizámos para concluir sem perturbações o programa". No horizonte do primeiro-ministro poderá estar um novo pedido de fiscalização da constitucionalidade, desta vez do Orçamento do Estado para 2014, que Cavaco Silva promulgou, mas ficou a dúvida se o Presidente vai pedir a fiscalização sucessiva de alguma das suas normas.

Para o primeiro-ministro, os próximos meses serão uma "etapa decisiva da nossa recuperação". "Precisaremos de todos os instrumentos que mobilizámos para concluir sem perturbações o Programa. E precisaremos de os usar bem, com inteligência e determinação. Porque o que parecia em tempos tão distante e difícil está agora ao nosso alcance, desde que não hesitemos, desde que percebamos todos o que está em causa".

Em retrospetiva, Pedro Passos Coelho considerou que, em 2013, a "a nossa economia começou a dar a volta". "A economia começou a crescer e acima do ritmo da Europa". O primeiro-ministro fez questão de salientar logo a abrir a sua mensagem de Natal o desemprego. Ainda assim, referiu que o governo, "apesar das fortes restrições orçamentais", reforçou "o Programa de Emergência Social", aumentou "as pensões mínimas, sociais e rurais" e intensificou "os programas de combate ao desemprego".

"Ao mesmo tempo, o emprego começou a crescer e, em termos líquidos, até ao terceiro trimestre foram criados 120 mil novos postos de trabalho", acrescentou Passos Coelho. "Com a ajuda das políticas ativas de emprego, o desemprego, que tinha atingido níveis inaceitáveis no decurso desta crise, tem vindo a descer mês após mês, e em particular o desemprego jovem", concluiu o primeiro-ministro.

Ainda durante este "muito exigente"ano, declarou Passos Coelho, "atacámos com firmeza as causas e os efeitos da crise", mas "não nos esquecemos dos sacrifícios que têm sido feitos, nem das adversidades que tantos enfrentam". No que diz respeito às contas pública, o líder afirmou que o governo fez "progressos muito importantes na redução do défice orçamental". "Não fomos mais longe porque precisámos dos recursos para garantir os apoios sociais e a ajuda aos desempregados".

Para 2014, o primeiro-ministro não prometeu uma recuperação total, mas sim um ano "cheio de desafios e aos quais cada um de nós responderá com a mesma responsabilidade e determinação que nos abriu o caminho até aqui". No Portugal com que o primeiro-ministro sonha, "ninguém pode estar condenado à frustração dos seus sonhos simplesmente porque vive naquela região mais remota, neste bairro mais periférico ou porque nasceu em condições sociais e familiares mais adversas. Na recuperação do nosso País, ninguém pode ficar para trás".

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