Passos não aceita demissão de Portas e quer levar coligação até 2014

Passos exige que CDS clarifique se demissão de Portas significa saída do Governo e apela à responsabilidade de ambos os partidos para manter coligação. É taxativo quanto à permanência no cargo: "Não me demito. Não abandono o meu País".

Pedro Passos Coelho disse esta noite ao País que não se demite e que não aceita o pedido de demissão de Paulo Portas. O primeiro-ministro afirmou mesmo que "seria precipitado aceitar esse pedido de demissão. Não pedi, portanto, ao Presidente da República a exoneração do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros."

Passos Coelho disse que a demissão de Portas foi uma "surpresa" e advertiu que "a ameaça de instabilidade política comporta riscos para o País que ninguém pode desejar e que teria consequências muito pesadas".

O líder do Executivo diz que terá agora como "missão" tentar consertar a coligação. "Não depende apenas da minha vontade (...) mas ambos os partidos têm a obrigação de não desiludir o País", defendeu.

Passos Coelho acredita que "sejam quais forem as divergências [com o CDS] que estão na base da atual crise, saberemos ultrapassá-las em nome do interesse de Portugal

Passos garantiu que estará amanhã em Berlim no encontro de chefes de Estado e Governo da União Europeia e auto-definiu-se como o "baluarte da confiança e da tranquilidade".

Por fim, o primeiro-ministro desejou "um rápido regresso à estabilidade e à confiança". Passos diz que "representa a esperança de todos os portugueses de fechar o programa de ajustamento". Ou seja: conta ficar até 2014.

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