Passos insiste em "compromisso político" com PS

Primeiro-ministro pretende entendimento de "médio e longo prazo com os parceiros sociais e principal partido da oposição". E quer aliviar "carga fiscal sobre trabalho e consumo".

[atualizado às 10.00 com informação sobre o período de debate]

Passos Coelho voltou a bater na tecla do "compromisso político de médio e longo prazo com os parceiros sociais e com o principal partido da oposição", discursando na abertura da "The Lisbon Summit", uma conferência que se realiza esta terça e quarta-feira em Cascais, com a chancela da revista The Economist.

O primeiro-ministro renovou o apelo com o horizonte do Documento de Estratégia Orçamental, que o Governo tem de apresentar em Bruxelas até abril: "Agora é altura de renovar o apelo a um consenso em torno da estratégia orçamental para os próximos anos, com metas concretas para os saldos e para os níveis de despesa primária e corrente", afirmou, repetindo uma ideia que, desde o debate quinzenal da última sexta-feira tem marcado (quase) diariamente as intervenções públicas de Passos Coelho. "O nosso País precisa dessa estabilidade e dessa previsibilidade", sintetizou, perante uma plateia de empresários e gestores portugueses e internacionais.

No seu discurso, o chefe do Governo apontou a necessidade de "aliviar a carga fiscal sobre o trabalho e sobre o consumo de modo permanente num prazo tão breve quanto possível", referiu, não estabelecendo aqui uma data concreta, apesar do Governo ter dado pistas para uma eventual descida do IRS e do IVA na restauração em 2015.

Já na despedida, depois de ter respondido a perguntas da assistência, Passos Coelho recordou que há quatro anos, numa anterior conferência da revista em Lisboa, esteve na mesma posição do líder do PS, António José Seguro, como "key note" no almoço desse ano. Comparando um ano e outro, o primeiro-ministro disse-se esperançado que "Mr. Seguro" apresente "uma boa perspetiva do País para os próximos anos".

No período de perguntas e respostas, Passos manteve a linha de argumentação do Governo de que é cedo para decidir como sairá Portugal do programa de assistência, remetendo para abril essa decisão, em colaboração com os parceiros do Eurogrupo. Mas notou que "as necessidades financeiras para 2014 estão cobertas, o que facilitará a negociação".

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