Passos espera que Grécia respeite os seus compromissos

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, manifestou-se hoje apreensivo com a situação política resultante das eleições legislativas gregas e acrescentou que espera que a "Grécia permaneça dentro da Europa como um país que respeitará os seus compromissos".

Em resposta a uma pergunta da comunicação social, na conferência de imprensa que encerrou a XXV Cimeira Luso-Espanhola, no Porto, Pedro Passos Coelho considerou "muito importante" que a Grécia consiga gerar um Governo que se responsabilize pelo cumprimento das metas do seu programa de assistência financeira.

O primeiro-ministro afirmou que vê "com apreensão os resultados que saíram destas eleições e que não deixam adivinhar a formação com facilidade de um Governo que possa responder por esse processo político".

"Dito isto, e porque não devo fazer comentários sobre a situação interna de outro país, cabe-me apenas expressar publicamente o desejo de que a Grécia permaneça dentro da Europa como um país que respeitará os seus compromissos e que, ao mesmo tempo, gera condições internas suficientes para ter um Governo que execute as políticas que são necessárias ao cumprimento desses compromissos", acrescentou Passos Coelho.

O primeiro-ministro afirmou ainda que "a situação na Grécia interessa a toda a Europa" e sustentou que "a situação grega esteve sempre presente ao longo da evolução que a Europa fez ao longo destes três anos".

Segundo Passos Coelho, houve nos últimos três anos "um movimento europeu destinado, em primeiro lugar, a acudir à situação grega e, em segundo lugar, destinado a complementar os instrumentos institucionais que permitiriam à Europa de alguma forma proteger-se contra o risco sistémico que nasceu a partir daí".

Na mesma conferência de imprensa, o chefe do Governo espanhol também manifestou o desejo de que a Grécia continue a fazer parte da zona euro e a aplicar as reformas em curso na sua economia.

"Gostaria de ver a Grécia no euro e a fazer reformas. Gostaria que aplicassem as políticas que eu quero que se apliquem no meu país", frisou Mariano Rajoy.

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