"Passos emancipou-se de Vítor Gaspar", diz Marcelo

Comentador defende que o primeiro-ministro tem agora um novo discurso, também por ter "as costas quentes" pelos dados económicos que apontam para a retoma económica.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou este domingo, no habitual comentário na TVI, que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, evidenciou na entrevista concedida à estação de Queluz e à TSF na quinta-feira um discurso diferente daquele a que vinha habituando os portugueses. "Este é outro Passos Coelho. Este é um Passos Coelho renovado, um Passos Coelho do período pós-Vítor Gaspar", referiu, reforçando que o líder do Governo se "emancipou" do anterior ministro das Finanças.

Daí que o comentador e ex-presidente do PSD defenda que as intervenções públicas do primeiro-ministro sejam agora mais próximas "do discurso de Miguel Frasquilho ou do CDS-PP" e que derivam de "ter as costas quentes" pelos números que têm sido conhecidos e que apontam para uma "ligeira tendência" de recuperação económica.

No entanto, Marcelo adverte que falta a Passos "esperança, futuro e social" quando se manifesta publicamente, o que, no seu entender, "é pouco" para o primeiro-ministro, para quem o "futuro logo se verá", pois o "horizonte" que consegue vislumbrar não vai além de 2015.

Porém, na sua análise, o conselheiro de Estado vinca que também António José Seguro "gere a oposição dia-a-dia", sublinhando que um debate entre o primeiro-ministro e o secretário-geral do PS só será "boa ideia" se servir para debater o pós-troika, ou seja, o recurso a um eventual programa cautelar, ao invés do que até aqui têm discutido.

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